Nota sobre meu bigchop

Nota sobre meu bigchop

Ontem eu e meu cabelo completamos 365 dias curtinhos. Isso mesmo, fiz um ano de bigchop. Já falei tanto sobre ele, que decidi escrever só uma declaração. A transição é uma escolha feliz e sofrida. E a decisão do grande corte também. Ninguém deve se sentir pressionado a fazê-lo, bem como ninguém deve ser obrigado a entrar em transição.

O bigchop, pra mim, foi tudo aquilo que disseram: uma vontade, uma libertação, a melhor coisa que fiz durante toda transição. Com apenas 6 meses, já parecia impossível viver com duas texturas.

Hoje vejo como meu cabelo cresceu muito mais rápido depois do corte e como eu consegui cuidar melhor dele. O principal é olhar no espelho e não precisar me preocupar com as partes lisas. O bigchop é como aquela imagem que todas as meninas em transição já devem ter visto: você tira tudo que cobre você e, de repente, você floresce.

Bom bigchop para todas que decidirem que é a hora. Um ano depois não tenho vergonha de admitir que fui corajosa.

Beijos,

Bruna Dias

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Escovas para fitagem

Escovas para fitagem

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A gente sabe que a fitagem demora um tempinho e dá um certo trabalho, principalmente se o cabelo for longo. A técnica para definir os cachos pode ficar mas fácil usando escovas específicas. Já ouviu falar nelas?

Primeiro, explicando brevemente a finalização: a fitagem nada mais é do que dividir o cabelo úmido em partes, aplicar o creme de pentear mecha por mecha e ir “penteando” com os dedos, separando os fios como se fossem fitas, como se estivesse alisando o cabelo pra baixo. Por último, amasse as “fitas” em direção à raiz e os cachos ficarão bem definidos.

A escova para fitagem substitui o trabalho dos dedinhos. Elas são chamadas de “desembaraçadoras” também. Mas, porque não usar escovas ou pentes normais? Porque as vezes eles acabam quebrado o cabelo e não deixando os cachos uniformes. As escovas desembaraçadoras têm as cerdas num formato diferente.

tangleEu já tinha visto uma escova original desembaraçadora e achei incrível, mas muito cara! A primeira que encontrei foi a Tangle Teezer, na The Beauty Box, por R$ 80,00. 

De acordo com a Tangle, as cerdas da escova original são maleáveis e em tamanhos diferentes para facilitar a escovação e o desembaraço, diminuindo significativamente a quebra dos fios. Além disso, as cerdas foram desenvolvidas para massagear o couro cabeludo, estimulando o crescimento. Pelo que vi no site, eles separam as escovas por categorias, algumas para finalizar outras para desembaraçar, entre outros modelos diferentes.

Eu tinha acabado de fazer big chop e queria testar, mesmo com cabelo mega curto, mas por esse preço não dava. Daí procurei no Aliexpress, afinal, o que não tem no Ali??? E encontrei uma cópia!

Como nunca usei a original, não tenho como comparar. Mas pelo que vi, elas se parecem bastante. A escova do Ali me custou uns R$ 8,00.

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Agora que meu cabelo está maior, uso com mais frequência. Ela não machuca, apesar das cerdas serem firmes, não quebra muito o cabelo e define bem! No dia seguinte que comprei fui ao Saara no Rio de Janeiro (loja na Rua Gonçalves Ledo, perto da Luiz de Camões) e encontrei por lá também! O preço foi um pouco mais alto, não me lembro agora, mas não passou de R$ 10,00 e era idêntica a do Aliexpress.

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A do Ali é a menor se não me engano, e a do Saara tem formato maior. A pequena é mais difícil  de usar, mas cabe na bolsa. Acho importante prestar atenção quando usar, se o cabelo está realmente definindo e se não está quebrando! Se quebrar, recomendo parar de usar.

É isso, quem quiser comprar deixo os links. Não encontrei o link do vendedor que comprei, mas estes têm boas avaliações.

Link1: https://bit.ly/2IVif4M 

Link2: https://bit.ly/2GTVOLy

A Boticário também tem uma escova dessas: https://bit.ly/2xhtvaz 

E ai, o que achou do post? 🙂 ❤

Beijos, Bruna 

Paciência e foco na transição capilar

Paciência e foco na transição capilar

 Esses dias perguntei pra Andrizzy porque ela entrou em transição capilar. Estava escrevendo mais uma história pra nosso cantinho “Conversando Sobre”. Ela no Estado da Paraíba (JP), mas temos uma coisa em comum: a transição capilar. Está há 3 meses voltando aso cachos – no comecinho ainda! O bom é que tudo que ela me contar vai ficar registrado aqui e quando seu cabelo estiver enooorme ela vai poder ler tudinho e lembrar como valeu a pena.

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Andrizzy entrou em transição porque estava pranchando o cabelo demais, toda semana. Certo dia, viu um fio todo danificado – imagina o desespero – e aquilo a chocou.

“Fez com que eu me arrependesse de todos os anos de química. Foram 7 anos alisando, porque desde novinha eu faço definitiva no meu cabelo. Eu quis voltar como era antes, também eu entrei na Igreja e tudo isso fez com que eu reconhecesse como Deus me ama do jeito que Ele me fez”.

A internet

“As blogueiras me motivaram e eu estou vendo muitos vídeos sobre transição capilar. A Ana Lídia Lopes, do blog Apenas Ana, é minha maior inspiração e os nossos cachos, creio eu, são parecidos”.

A ansiedade

“Eu sou muito ansiosa para que o cabelo cresça, mas eu rezo muito para eu ter paciência. Meu cabelo ainda está médio/grande, porque eu estou no começo da transição. Cortei pouco, mas não afetou em nada”.

 

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Ela conta que a mãe foi a que mais gostou da sua decisão, mas que uma tia que era cabeleireira (e que fazia o seu cabelo), ainda julga até hoje.

Pra fechar, o recado de Andrizzy, pra quem assim como ela, está iniciando a transição:

É bom que você tenha foco, porque é importante saber aonde quer chegar. Ter uma motivação, uma inspiração. São essas coisas que nos ajudam a passar por essa fase um pouco melhor. Também é importante não ouvir os maus julgamentos!”

Foi um prazer conversar com você, Dizzy! Quem quiser acompanhar a transição dela é só ficar de olho no Instagram: dizzy em transição!  E aí, curtiram o bate papo? Me manda sua história também! É só mandar um oi clicando aqui! ❤

Beijos, Bruna D.

Transição Capilar passa!

Transição Capilar passa!

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Neste domingo lindo de sol, vamos fazer uma conexão Rio-São Paulo! A conversa de hoje é sobre a transição da paulista Gabriela Macedo, do Gabi em Transição. Antes de tudo, indico muito seguir a Gabi no Instagram e no Youtube (só clicar nos links!), ela é SUPER simpática e contou tudinho sobre a sua transformação pra mim.

Adianto também o principal recado dela pra quem está em transição:

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gabriela hojeAgora vamos conhecer a história da Gabi?? Ela começou sua transição em fevereiro de 2016. Sua última química foi em novembro de 2015. Decidiu parar de alisar por cansar do cabelo que tinha, ralo nas pontas, com cor indefinida e sem vida. E também por um fato que a deixou muito curiosa:

“Uma menina do colégio disse que iria parar de alisar o cabelo e deixar crescer natural. Até aí, não sabia o que era transição capilar e fiquei imaginando ‘Essa menina está louca? Deixar o cabelo crescer sem alisar?’ Mal sabia eu que um tempo depois ia entrar em transição capilar também”😂😂

Gabriela diz que nunca pensou em desistir, mas que não descartava a ideia de que se tudo desse errado, e se tivesse vontade, voltaria a alisar os cabelos um dia. Também não teve  incentivo da família ou de pessoas próximas, na verdade, eles criticavam e achavam feio, diziam até que os cachos não iriam voltar! – Que absurdo, né?!!! Determinada como é, ela foi até o final, e está firme e forte até hoje. O Instagram é um porto seguro que a ajuda muito. “São os seguidores daqui que me incentivam a continuar a ajudar e fazer as publicações. Recebo muitas mensagens lindas e que me deixam muito feliz!”, conta.

o que achei (5)Inspiração é a palavra. A blogueira Nina Gabriella foi a principal inspiração de Gabi. “Amo ela de paixão! Enquanto eu estava em transição sempre assistia os vídeos dela e amava muito. Aliás, assistir diversos vídeos no YouTube sobre o assunto me deixava cada vez mais inspirada a continuar em transição”.

Dá pra ver nas fotos que a Gabi deixou o cabelo crescer bastante antes do BC (1 ano e 5 meses). Sobre a experiência do grande corte, ela confessa que quando cortou o cabelo amou muito.

De verdade, achei incrível, mas depois de uns 2 meses eu fiquei em uma bad de 1 semana lamentando e achando que meu cabelo estava feio hahahha, era besteira! Depois dessa semana minha autoestima voltou e eu tornei a amar meu cabelo e nunca mais tive essas crises! Mas nunca me senti menos mulher ou menos poderosa por ter um cabelo mais curto.

gabiemtransicao.png 2Em relação ao tempo do cabelo crescer, ela simplesmente desencanou. Depois do famoso bigchop o cabelo vem crescendo tão rápido que ela está bem relax em relação a isso! “Dê tempo ao tempo e tudo vai dar certo, é bem legal curtir cada fase do seu cabelo e viver várias experiências com ele”. ❤  Gente, estou ainda mais apaixonada por essa menina! Ela passou também várias dicas poderosas para cuidar dos cachos. Dá uma olhada!

ASPASMeus principais cuidados atuais com o cabelo são: Fazer umas duas hidratações na semana pelo menos e ter um condicionador poderoso! Gosto também de em 15 ou 20 dias lavar meu cabelo com um shampoo anti resíduos pra deixar o couro bem limpinho, aí logo em seguida faço uma hidratação ou nutrição power e selo as cutículas com um condicionador.

Na semana eu gosto de usar um shampoo perolado que não agride tanto os fios e matem meu cabelo limpo, mas também hidratado! Ah e os cremes de pentear são essenciais pra uma boa finalização, não precisa ser caro pra ter um resultado ótimo! Eu sou a prova disso rs Adoro um creme barato e que funcione muito bem”.

Foi um prazer conversar com você, Gabi! E aí, curtiram o bate papo? Me manda sua história também! É só mandar um oi clicando aqui! ❤ 

Bruna Dias 

A Transição da Eliane!

A Transição da Eliane!

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Pra quem você quer ser referência? Começo com essa pergunta porque hoje voltamos com a categoria “Conversando Sobre” com uma história muito especial. Vamos falar sobre a transição da Eliane Silva. Eu e Eliane nos acompanhamos no Instagram e eu fico feliz de saber que uma ajuda a outra a superar os momentos difíceis dessa fase e a comemorar cada etapa que a gente ultrapassa.
Eliane alisou o cabelo por vinte anos. Achava seus fios naturais feios e sem forma. Até que ano passado, sua filha cacheada de 5 anos perguntou se era bom ter cabelo liso. “Eu já não estava satisfeita com o alisamento, meu cabelo parecia uma palha… a pergunta da minha filha me chocou”, conta.

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Foi nesse momento que Eliane percebeu que ela era a referência pra sua filha.
Com um ano de transição, as duas se orgulham dos cachinhos: “Ela ama os cachos e se orgulha daquilo que Deus nos deu. Não é fácil ser cacheada, dá bastante trabalho, mas a satisfação é grande”.
“Hoje somos mãe e filha cacheadas, nos amamos como somos e isso é maior que qualquer padrão ou ditadura de beleza”.
Que história linda, né?! Força pra esses cachinhos dourados!
Vamos trazer mais histórias curtas que ilustram como as pessoas passam pelas fases da transição e como é importante a gente se ajudar e se sentir representada. Quem quiser mandar sua história sinta-se a vontade, estamos juntas!
Beijos, Bruna Dias 
Conversando sobre: a Transição da Jaque!

Conversando sobre: a Transição da Jaque!

Stockholm (3)“Para ser sincera, eu não me lembro exatamente de como era o meu cabelo”. Se a gente fizesse uma pesquisa, provavelmente metade das meninas que alisam os cabelos já deve ter dito essa frase. Desta vez, quem conversa com a gente sobre transição é a Jaquelinho Pinho, de 24 anos. Jaque é publicitária e estudou comigo na PUC.  Batemos um papo e eu descobri que meu site tem sido uma das suas fontes de inspiração ❤ Vem ler!

Diasdecacho: Porque você decidiu entrar na transição?

Jaqueline: Decidi fazer a transição, pois estava cansada de ter que alisar de 6 em 6 meses e já fazia progressiva há muitos anos (que eu me lembre 8 anos), por ser mais fácil de cuidar. Sempre achei cabelo cacheado muito bonito, mas nunca soube cuidar do meu, então achava que não era pra mim, sabe? Recebi muito incentivo da minha melhor amiga, que já tinha passado pelo processo. Comecei a deixar meu cabelo crescer sem química em dezembro de 2016.

D: Porque você alisava?

Jaque: Minha mãe tem cabelo liso e nunca soube me ajudar a cuidar do meu cabelo cacheado quando eu era menor. Por conta do meu cabelo, eu era alvo de chacota de algumas pessoas na escola e isso mexia muito comigo. O problema é que na época só tinha duas soluções: andar com o cabelo preso o tempo todo ou ficar com ele todo desarrumado. Nenhuma das duas me agradava, então conversei com a minha mãe e começamos a fazer relaxamentos no meu cabelo, o que durou três anos. Depois comecei a realmente alisar.

jaque2D: Qual a parte mais difícil da transição?

Jaque: A parte da aceitação é a mais difícil, por que ver o processo das outras pessoas é encorajador, mas é mais fácil só observar o outro. Eu fui encorajada por uma amiga que já tinha passado pela transição com seus cachos maravilhosos, mas não fui vendo todo o processo, pois ela mora longe.  Quando você passa pelos perrengues de não saber lidar com as duas texturas do seu cabelo, com a insegurança, com a vontade de desistir, com o comprimento de quando você corta pela primeira vez e seu cabelo está sem química… tudo isso é difícil, mas passa….ainda bem que passa! Por isso eu digo que lidar com a ansiedade, com o estresse que vem junto com o processo de se amar como você é, isso acaba sendo a parte mais difícil.

D: E a parte mais fácil?

Jaque: Eu diria que a parte mais legal de tudo é ter vários produtos novos que ainda não conheço para poder testar, que era uma coisa que eu não tinha opção há uns 10 anos atrás, com poucas opções de cremes e afins. E isso é algo muito bom, ver que as pessoas cada vez mais estão encontrando produtos pros próprios tipos de beleza e que ter o cabelo cacheado, liso, colorido, natural, é bonito, independente do que você escolher e não somente um padrão de beleza.

Jaque conta que já cortou uma parte do cabelo e diz que irá fazer o bc.

“Acho que vai dar uma sensação de real liberdade, de completar essa trajetória. Estou pensando se irei esperar o cabelo crescer mais um pouco ou se corto mais. Nisso eu ainda estou na dúvida, mas sei que independente de fazer agora ou mais tarde, meu cabelo ainda vai precisar de cuidados contínuos”.

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Diasdecacho: O que significa a transição?

Jaque: Me aceitar como eu sou e aprender a me amar assim mesmo. Independente do que os outros possam achar do meu cabelo ou da minha aparência, porque todo mundo tem beleza em si. E que as diferenças é que tornam as pessoas interessantes. A partir dessa experiência eu mudei quem eu sou e a maneira como eu me vejo e os outros me veem e também como eu vejo as outras pessoas. Me ajudou a aceitar os diferentes tipos de beleza e a ter coragem pra ter o meu cabelo do jeito que eu sempre quis.

A minha melhor amiga, Aline Lima, com certeza foi a minha maior inspiração nesse processo, ver o passo a passo da sua transição também foi uma grande inspiração pra mim e o seu blog também tem sido uma fonte de inspiração!

Ownn Obrigada pela conversa Jaque! Que você inspire muitas outras pessoas também :*

Beijos, Bruna Dias