Hidrata, querida!

Hidrata, querida!

bridgid_ryan-nappy-As donas dos cabelos crespos e cacheados já sabem: hidratação salva. Aquela rotina de pegar o creme, usar uma touquinha (ou sacola de plástico mesmo rs) e esperar os trinta minutos milagrosos realmente faz bem pro nossos fios. É nessa hora que colocamos nosso cabelitcho pra recuperar a queratina e as proteínas perdidas.

O cabelo crespo é naturalmente mais ressecado. A hidratação, quando bem feita, devolve o brilho para os cabelos e aparência de fios mais saudáveis. Além disso, ajuda a reduzir o frizz e consequentemente, melhora a definição dos cachos. Ideal fazer o procedimento pelo menos uma vez no mês (depende do tipo de cronograma que você montar também).

Eu amoooo hidratar. É páreo com a nutrição (que também ajuda muito no ressecamento).

Alguns cremes são meus favoritos (Haskell Mandioca, Quina Rosa, Amigo de Milho e Desmaia Crespíssimo da Salon Line), mas também sou fã das receitinhas caseiras ❤

Ah, a foto linda que ilustra esse texto é de @bridgid_ryan , encontrei no https://www.nappy.co/  . Depois falo mais sobre esse site, é um banco de imagens somente com fotos de pessoas negras. Show, né?! ❤

Bruna Dias

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Escovas para fitagem

Escovas para fitagem

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A gente sabe que a fitagem demora um tempinho e dá um certo trabalho, principalmente se o cabelo for longo. A técnica para definir os cachos pode ficar mas fácil usando escovas específicas. Já ouviu falar nelas?

Primeiro, explicando brevemente a finalização: a fitagem nada mais é do que dividir o cabelo úmido em partes, aplicar o creme de pentear mecha por mecha e ir “penteando” com os dedos, separando os fios como se fossem fitas, como se estivesse alisando o cabelo pra baixo. Por último, amasse as “fitas” em direção à raiz e os cachos ficarão bem definidos.

A escova para fitagem substitui o trabalho dos dedinhos. Elas são chamadas de “desembaraçadoras” também. Mas, porque não usar escovas ou pentes normais? Porque as vezes eles acabam quebrado o cabelo e não deixando os cachos uniformes. As escovas desembaraçadoras têm as cerdas num formato diferente.

tangleEu já tinha visto uma escova original desembaraçadora e achei incrível, mas muito cara! A primeira que encontrei foi a Tangle Teezer, na The Beauty Box, por R$ 80,00. 

De acordo com a Tangle, as cerdas da escova original são maleáveis e em tamanhos diferentes para facilitar a escovação e o desembaraço, diminuindo significativamente a quebra dos fios. Além disso, as cerdas foram desenvolvidas para massagear o couro cabeludo, estimulando o crescimento. Pelo que vi no site, eles separam as escovas por categorias, algumas para finalizar outras para desembaraçar, entre outros modelos diferentes.

Eu tinha acabado de fazer big chop e queria testar, mesmo com cabelo mega curto, mas por esse preço não dava. Daí procurei no Aliexpress, afinal, o que não tem no Ali??? E encontrei uma cópia!

Como nunca usei a original, não tenho como comparar. Mas pelo que vi, elas se parecem bastante. A escova do Ali me custou uns R$ 8,00.

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Agora que meu cabelo está maior, uso com mais frequência. Ela não machuca, apesar das cerdas serem firmes, não quebra muito o cabelo e define bem! No dia seguinte que comprei fui ao Saara no Rio de Janeiro (loja na Rua Gonçalves Ledo, perto da Luiz de Camões) e encontrei por lá também! O preço foi um pouco mais alto, não me lembro agora, mas não passou de R$ 10,00 e era idêntica a do Aliexpress.

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A do Ali é a menor se não me engano, e a do Saara tem formato maior. A pequena é mais difícil  de usar, mas cabe na bolsa. Acho importante prestar atenção quando usar, se o cabelo está realmente definindo e se não está quebrando! Se quebrar, recomendo parar de usar.

É isso, quem quiser comprar deixo os links. Não encontrei o link do vendedor que comprei, mas estes têm boas avaliações.

Link1: https://bit.ly/2IVif4M 

Link2: https://bit.ly/2GTVOLy

A Boticário também tem uma escova dessas: https://bit.ly/2xhtvaz 

E ai, o que achou do post? 🙂 ❤

Beijos, Bruna 

Paciência e foco na transição capilar

Paciência e foco na transição capilar

 Esses dias perguntei pra Andrizzy porque ela entrou em transição capilar. Estava escrevendo mais uma história pra nosso cantinho “Conversando Sobre”. Ela no Estado da Paraíba (JP), mas temos uma coisa em comum: a transição capilar. Está há 3 meses voltando aso cachos – no comecinho ainda! O bom é que tudo que ela me contar vai ficar registrado aqui e quando seu cabelo estiver enooorme ela vai poder ler tudinho e lembrar como valeu a pena.

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Andrizzy entrou em transição porque estava pranchando o cabelo demais, toda semana. Certo dia, viu um fio todo danificado – imagina o desespero – e aquilo a chocou.

“Fez com que eu me arrependesse de todos os anos de química. Foram 7 anos alisando, porque desde novinha eu faço definitiva no meu cabelo. Eu quis voltar como era antes, também eu entrei na Igreja e tudo isso fez com que eu reconhecesse como Deus me ama do jeito que Ele me fez”.

A internet

“As blogueiras me motivaram e eu estou vendo muitos vídeos sobre transição capilar. A Ana Lídia Lopes, do blog Apenas Ana, é minha maior inspiração e os nossos cachos, creio eu, são parecidos”.

A ansiedade

“Eu sou muito ansiosa para que o cabelo cresça, mas eu rezo muito para eu ter paciência. Meu cabelo ainda está médio/grande, porque eu estou no começo da transição. Cortei pouco, mas não afetou em nada”.

 

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Ela conta que a mãe foi a que mais gostou da sua decisão, mas que uma tia que era cabeleireira (e que fazia o seu cabelo), ainda julga até hoje.

Pra fechar, o recado de Andrizzy, pra quem assim como ela, está iniciando a transição:

É bom que você tenha foco, porque é importante saber aonde quer chegar. Ter uma motivação, uma inspiração. São essas coisas que nos ajudam a passar por essa fase um pouco melhor. Também é importante não ouvir os maus julgamentos!”

Foi um prazer conversar com você, Dizzy! Quem quiser acompanhar a transição dela é só ficar de olho no Instagram: dizzy em transição!  E aí, curtiram o bate papo? Me manda sua história também! É só mandar um oi clicando aqui! ❤

Beijos, Bruna D.

Livro infantil ‘Meu crespo é de rainha’ incentiva meninas negras a amarem seu cabelo crespo

Livro infantil ‘Meu crespo é de rainha’ incentiva meninas negras a amarem seu cabelo crespo

Estamos vivendo anos de muitas mudanças e crescimento da aceitação e autoafirmação de pessoas negras e cacheadas, mas como as crianças estão sendo inseridas neste contexto? Sabemos que muitas meninas, e meninos também, cada vez mais novos, tentam se encaixar em padrões de beleza pautados numa realidade inalcançável. Não é muito difícil seguir alguém no Instagram, que um dia levanta uma bandeira e no outro está mostrando como é maravilhoso abdicar das coisas que gosta pra ter como recompensa ser magro e ficar bem em selfies. Voltamos pra primeira pergunta: como as crianças lidam com isso? Provavelmente mal. Multiplica isso por dez (ou mais) quando falamos de meninas negras.

Na última semana, duas pessoas muito queridas me marcaram em posts sobra a divulgação do livro “Meu Crespo é de Rainha”, lançado pelo Boitatá, selo infanto-juvenil da editora Boitempo.

Créditos: Divulgação/Boitatá

O livro, na verdade, foi publicado pela primeira vez em 1999, por bell hooks. O Word até tentou colocar o nome da autora em letras maiúsculas, mas ela prefere assim, tudo minúsculo, do jeitinho que tá aqui. É um apelido (ela se chama Gloria Jean Watkins!) que escolheu para homenagear os sobrenomes da mãe e da avó e, ao mesmo tempo, sem letras maiúsculas, mostrar que existem coisas mais importantes que títulos e nomes. É uma transgressão gramatical pra indicar que o conteúdo é o essencial.

 

Escritora, professora e intelectual afro-americana, bell hooks escreveu o primeiro livro  depois de testemunhar um ato de racismo dentro de uma escola primária do Brooklying, nos EUA, quando uma professora leu para as crianças uma história sobre cabelos “ruins”. A resposta de hooks foi o livro “Happy to be nappy” (“feliz por ter cabelo ruim”), para contar que cabelos crespos também são cheiros e macios. (fonte: NEXO-CATRACA LIVRE)

O livro é para ser lido em voz alta para crianças a  partir de três anos, e é apresentado em forma de um poema rimado, celebrando de forma positiva e elogiosa a cabeleira crespa e cacheada, convidando crianças negras (ou não) a entender e buscar sua verdadeira identidade.

“Meu Crespo é de Rainha” traz ilustrações de Chris Raschka e tradução de Nina Rizzi. Para essa versão brasileira, a editora contou com a ajuda de  Ana Paula Xongani (ela tem um YouTube sobre comportamento, racismo e estéticas negras), que fez uma ilustração linda pra capa do livro, olha aqui do lado! ❤

Só conheci agora o trabalho da Xongani. O NEXO fez uma entrevista com ela, destaco duas falas:

“É como se o cabelo fosse o florescer dessas discussões. Como se fosse a autoafirmação disso. Quando uma mulher começa a deixar seus cabelos crespos, a assumir a transição capilar, é um processo de dentro para fora, um processo interno que se revela no exterior da cabeça”. – Olha a transição aquiiii! Eu fico muito feliz com a quantidade de pessoas (gente, homem também!) que entram em transição. Mas espero que cada vez mais gente não alise o cabelo por pressão para entrar em um padrão! Espero que esse tipo de livro ajude ❤ 

“A gente sabe que as crianças negras não se veem representadas na mídia, nos livros, nos livros didáticos. Elas não estão ocupando esse lugar do belo, do carinhoso, do bonito. É esse o processo de invisibilidade. Ser uma criança negra no Brasil significa crescer sem se ver”. – Eu sempre penso como as pessoas desconfiam da nossa capacidade (dos negros) de sermos fofos, carinhoso, cuidadosos, delicados e educados!  Parece que são características só de pessoas brancas e isso tem que ser desmitificado.

images (1)Então gente, esse livro tem tudo a ver com os temas que falamos por aqui, porque assim como diz Xongani, quanto mais cedo nossas crianças tiverem esse tipo de ferramenta, mais cedo vão entender que ser quem a gente é, é simplesmente incrível, e o quanto antes irão perceber o racismo e lutar contra isso!

Deixo aqui o link da matéria completa do NEXO e do Catraquinha. E um obrigado especial pra Paula Sarapu e Ana Laura que me indicaram a leitura. ❤

Ah, Ana Xongani tem uma loja com coisas lindas: http://xongani.com!

Beijos, Bruna Dias 

Você sabe o que é Co-Wash?

Você sabe o que é Co-Wash?

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Voltei, agora pra ficar! Fiquei um tempo afastada do blog, de mal com meu cabelo. Mas, ainda bem que tudo passa, não é mesmo?! Cá estou eu. O motivo da DR foi a secura. Meu cabelo resolveu tornar nossa relação áspera. Sem conversa, eu podia passar o que fosse, hidratação daqui, nutrição de lá. Algumas pessoas me disseram que a gente precisava de uma reestruturação capilar. Fizemos o teste de porosidade: cara, só podia ser isso! Olha, tentamos, mas ainda assim não deu muito certo.  Eu queria me separar. Eu queria cachos definidos.

Eis que lendo e relendo vimos uma técnica que poderia ser a solução dos problemas: o Co-Wash existe e taí pra ser feito. Vou testar por um mês e mostrar os resultados. Mas afinal, como isso funciona?

Resumindo, o Co-Wash é uma técnica em que não se usa shampoo para lavar o cabelo. Pode parecer bem estranho, porque a sempre cresce aprendendo que o shampoo é o que limpa os fios. Na verdade, no Co-Wash quem vai limpar o cabelo será o condicionador. Isso porque os shampoos tradicionais que a gente usa têm algumas substâncias que ressecam muito o cabelo, como o sulfato.

É só imaginar que o shampoo limpa tanto, tanto, que tira a oleosidade natural do cabelo!

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Minha luta: Sou neurótica com lavagem, sempre que posso lavo. Daí vira uma guerra. cabelo resseca com o shampoo, produz mais oleosidade e em menos tempo eu já tenho vontade de lavar de novo!

Mas e esse condicionador aí? Vai lavar?

Sim. O condicionar vai fazer uma limpeza não tão agressiva, então não vai retirar a oleosidade natural do cabelo. O resultado é que os fios não ficam ressecados e os cachos ficam mais definidos, com menos frizz.

Pode dar ruim? Sim!

Não vai ser qualquer condicionador que vai limpar o cabelo. A gente sabe como fica quando passa só condicionador, acaba acumulando oleosidade. O condicionador não pode ter petrolatos (parafina ou óleo mineral), nem silicone.  Os produtos liberados normalmente tem indicação na embalagem, mas vale ler o rótulo também, até pra saber se eles possuem agente limpante.

Eu ainda não testei, então pedi ajuda pras experts no assunto. De acordo com o blog Mulheres Divando, por exemplo, essa técnica não é tão indicada pro pessoal que tem a raiz oleosa, ou alguma doença tipo seborreia, porque o condicionar na raiz pode piorar a oleosidade. O indicado é usar um shampoo (de preferência livre das substâncias “ruins”). Eu gosto muito do shampoo low poo Cachos Sim, da Haskell. A Arylle Barros do @cacheiamiss e a Mafê Souza @souzamafe não se deram bem com a técnica porque sentem a oleosidade pesar 😦

Como lavar:  Na hora de lavar, vai só o condicionador mesmo: molha o cabelo por um tempo, deixa bem molhado, depois passa condicionador para co-wash e não precisa esfregar. Enxágue. Se precisar, pode utilizar outro condicionador diferente para fechar as cutículas, se você sentir que ficou seco. Se achar que ficou oleoso, talvez seja legal usar um shampoo liberado na raiz e ir se adaptando. Eventualmente a oleosidade vai pesar e talvez tenha necessidade de usar um shampoo normal. O importante é ir diminuindo a quantidade de substâncias que ressecam o cabelo.

Vou testar o condicionador Co-Wash da Bio Extratus e digo como senti a primeira lavagem. É isso, vamos ver se recupero essa relação!

Um beijo, Bruna