Texturização com bigudinho

Texturização com bigudinho

Bom domingo! Esse fim de semana foi bem família, e como percebem, voltei às atividades aqui no blog. Hoje trouxe uma visita ilustre! Minha mãe!!! Ela vai falar sobre texturização. Isso mesmo, ela está há 3 meses sem química nas madeixas, completou 1 mês de cronograma capilar (orgulho define!). Resolveu dar uma disfarçada no cabelo que está crescendo e mostrar para vocês! (Ela não quer chamar esse período de transição, mas vamos lá).

Eu já comentei aqui que muitas meninas tentaram texturizar o cabelo para disfarçar as duas texturas e ficaram bem frustradas. Eu mesma tentei e não curti muito o resultado, preferia amassar mesmo os frios, fazendo fitagem.

Mas não é que a minha mãe consegue um resultado muito legal? O pacotinho com 12 bigudins custou R$ 6,00, ou seja, são bem baratos!

Ficou curiosa(o)? Com a palavra, mamis:

Como fazer – TEXTURAÇÃO COM BIGUDINS 

Com cabelo seco, umidificar usando apenas água no borrifador.

Passar creme de pentear (leave-in) e enrolar o cabelo  nos bigudins, em mechas pequenas. Espera secar completamente, o que dura mais ou menos 1h.

Depois desse tempo, retirar os bigudins. O cabelo ficará todo enrolado, para dar volume, passe óleo nas mãos e vá soltando os cachos, SEM pentear com pente ou escova (para não desmanchar os cachinhos). Vá “penteando” com as mãos.

Espia só:

Durante a transição (1)

 

Durante a transição (2)

E aí, curtiu o resultado? Eu amei!!! 😉 ❤

Por: Bruna Dias e Rose Dias

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Pela primeira vez no Brasil a procura por cabelos cacheados no Google superou a por cabelos lisos. O que isso quer dizer?

Pela primeira vez no Brasil a procura por cabelos cacheados no Google superou a por cabelos lisos. O que isso quer dizer?

A pesquisa divulgada no dia 08 de agosto indica: no último ano houve um crescimento de 232% na procura por cabelos cacheados, e o interesse por cabelos afro subiu 309% nos últimos dois anos. O que isso quer nos dizer?

Arrisco um palpite: quer dizer que todas as vezes que tentamos e tivemos que explicar que o negro precisa se empoderar valeram a pena, todas as críticas por produtos adequados aos tons de pele e tipos de cabelo estão finalmente sendo ouvidas, todas as páginas, blogs, instagrans, eventos e grupos criados para discutir e corroborar para representatividade estão dando fruto.

Não foi do nada. Essa pesquisa mostra como buscamos essa representatividade, que muitas vezes a mídia tradicional não exibe. Googamos por pessoas parecidas conosco, que nos contem uma experiência: seja ela com cremes, com lugares, com outras pessoas…

Tem como não abrir um sorriso ao ler que o interesse por cabelos afro subiu? Nem me importaria a porcentagem, mas, caramba, 309%. É pra abrir um sorrisão!

Tudo bem para quem quer continuar com a chapinha ou com as escovas. Mas parabéns pra quem descobriu que também pode ser feliz sendo cacheada, crespa, enrolada.

Temos mesmo que buscar mais, aprender a cuidar, esquecer a ideia de cacho perfeito, conhecer nós mesmas e encontrar outras como nós. E tudo isso acontecendo num momento tão bacana, em que a “vozes” da internet estão aí para alcançar cada vez mais. Pra dividir, somar, reivindicar e multiplicar esse conteúdo tão autêntico, tão nosso. Posso dizer: passar por isso é uma delícia!

Beijos, Bruna Dias