Paciência e foco na transição capilar

Paciência e foco na transição capilar

 Esses dias perguntei pra Andrizzy porque ela entrou em transição capilar. Estava escrevendo mais uma história pra nosso cantinho “Conversando Sobre”. Ela no Estado da Paraíba (JP), mas temos uma coisa em comum: a transição capilar. Está há 3 meses voltando aso cachos – no comecinho ainda! O bom é que tudo que ela me contar vai ficar registrado aqui e quando seu cabelo estiver enooorme ela vai poder ler tudinho e lembrar como valeu a pena.

o que achei (12).png

Andrizzy entrou em transição porque estava pranchando o cabelo demais, toda semana. Certo dia, viu um fio todo danificado – imagina o desespero – e aquilo a chocou.

“Fez com que eu me arrependesse de todos os anos de química. Foram 7 anos alisando, porque desde novinha eu faço definitiva no meu cabelo. Eu quis voltar como era antes, também eu entrei na Igreja e tudo isso fez com que eu reconhecesse como Deus me ama do jeito que Ele me fez”.

A internet

“As blogueiras me motivaram e eu estou vendo muitos vídeos sobre transição capilar. A Ana Lídia Lopes, do blog Apenas Ana, é minha maior inspiração e os nossos cachos, creio eu, são parecidos”.

A ansiedade

“Eu sou muito ansiosa para que o cabelo cresça, mas eu rezo muito para eu ter paciência. Meu cabelo ainda está médio/grande, porque eu estou no começo da transição. Cortei pouco, mas não afetou em nada”.

 

o que achei (13).png

Ela conta que a mãe foi a que mais gostou da sua decisão, mas que uma tia que era cabeleireira (e que fazia o seu cabelo), ainda julga até hoje.

Pra fechar, o recado de Andrizzy, pra quem assim como ela, está iniciando a transição:

É bom que você tenha foco, porque é importante saber aonde quer chegar. Ter uma motivação, uma inspiração. São essas coisas que nos ajudam a passar por essa fase um pouco melhor. Também é importante não ouvir os maus julgamentos!”

Foi um prazer conversar com você, Dizzy! Quem quiser acompanhar a transição dela é só ficar de olho no Instagram: dizzy em transição!  E aí, curtiram o bate papo? Me manda sua história também! É só mandar um oi clicando aqui! ❤

Beijos, Bruna D.

Anúncios
Transição Capilar passa!

Transição Capilar passa!

o que achei (6).png

Neste domingo lindo de sol, vamos fazer uma conexão Rio-São Paulo! A conversa de hoje é sobre a transição da paulista Gabriela Macedo, do Gabi em Transição. Antes de tudo, indico muito seguir a Gabi no Instagram e no Youtube (só clicar nos links!), ela é SUPER simpática e contou tudinho sobre a sua transformação pra mim.

Adianto também o principal recado dela pra quem está em transição:

o que achei (10).png

gabriela hojeAgora vamos conhecer a história da Gabi?? Ela começou sua transição em fevereiro de 2016. Sua última química foi em novembro de 2015. Decidiu parar de alisar por cansar do cabelo que tinha, ralo nas pontas, com cor indefinida e sem vida. E também por um fato que a deixou muito curiosa:

“Uma menina do colégio disse que iria parar de alisar o cabelo e deixar crescer natural. Até aí, não sabia o que era transição capilar e fiquei imaginando ‘Essa menina está louca? Deixar o cabelo crescer sem alisar?’ Mal sabia eu que um tempo depois ia entrar em transição capilar também”😂😂

Gabriela diz que nunca pensou em desistir, mas que não descartava a ideia de que se tudo desse errado, e se tivesse vontade, voltaria a alisar os cabelos um dia. Também não teve  incentivo da família ou de pessoas próximas, na verdade, eles criticavam e achavam feio, diziam até que os cachos não iriam voltar! – Que absurdo, né?!!! Determinada como é, ela foi até o final, e está firme e forte até hoje. O Instagram é um porto seguro que a ajuda muito. “São os seguidores daqui que me incentivam a continuar a ajudar e fazer as publicações. Recebo muitas mensagens lindas e que me deixam muito feliz!”, conta.

o que achei (5)Inspiração é a palavra. A blogueira Nina Gabriella foi a principal inspiração de Gabi. “Amo ela de paixão! Enquanto eu estava em transição sempre assistia os vídeos dela e amava muito. Aliás, assistir diversos vídeos no YouTube sobre o assunto me deixava cada vez mais inspirada a continuar em transição”.

Dá pra ver nas fotos que a Gabi deixou o cabelo crescer bastante antes do BC (1 ano e 5 meses). Sobre a experiência do grande corte, ela confessa que quando cortou o cabelo amou muito.

De verdade, achei incrível, mas depois de uns 2 meses eu fiquei em uma bad de 1 semana lamentando e achando que meu cabelo estava feio hahahha, era besteira! Depois dessa semana minha autoestima voltou e eu tornei a amar meu cabelo e nunca mais tive essas crises! Mas nunca me senti menos mulher ou menos poderosa por ter um cabelo mais curto.

gabiemtransicao.png 2Em relação ao tempo do cabelo crescer, ela simplesmente desencanou. Depois do famoso bigchop o cabelo vem crescendo tão rápido que ela está bem relax em relação a isso! “Dê tempo ao tempo e tudo vai dar certo, é bem legal curtir cada fase do seu cabelo e viver várias experiências com ele”. ❤  Gente, estou ainda mais apaixonada por essa menina! Ela passou também várias dicas poderosas para cuidar dos cachos. Dá uma olhada!

ASPASMeus principais cuidados atuais com o cabelo são: Fazer umas duas hidratações na semana pelo menos e ter um condicionador poderoso! Gosto também de em 15 ou 20 dias lavar meu cabelo com um shampoo anti resíduos pra deixar o couro bem limpinho, aí logo em seguida faço uma hidratação ou nutrição power e selo as cutículas com um condicionador.

Na semana eu gosto de usar um shampoo perolado que não agride tanto os fios e matem meu cabelo limpo, mas também hidratado! Ah e os cremes de pentear são essenciais pra uma boa finalização, não precisa ser caro pra ter um resultado ótimo! Eu sou a prova disso rs Adoro um creme barato e que funcione muito bem”.

Foi um prazer conversar com você, Gabi! E aí, curtiram o bate papo? Me manda sua história também! É só mandar um oi clicando aqui! ❤ 

Bruna Dias 

Livro infantil ‘Meu crespo é de rainha’ incentiva meninas negras a amarem seu cabelo crespo

Livro infantil ‘Meu crespo é de rainha’ incentiva meninas negras a amarem seu cabelo crespo

Estamos vivendo anos de muitas mudanças e crescimento da aceitação e autoafirmação de pessoas negras e cacheadas, mas como as crianças estão sendo inseridas neste contexto? Sabemos que muitas meninas, e meninos também, cada vez mais novos, tentam se encaixar em padrões de beleza pautados numa realidade inalcançável. Não é muito difícil seguir alguém no Instagram, que um dia levanta uma bandeira e no outro está mostrando como é maravilhoso abdicar das coisas que gosta pra ter como recompensa ser magro e ficar bem em selfies. Voltamos pra primeira pergunta: como as crianças lidam com isso? Provavelmente mal. Multiplica isso por dez (ou mais) quando falamos de meninas negras.

Na última semana, duas pessoas muito queridas me marcaram em posts sobra a divulgação do livro “Meu Crespo é de Rainha”, lançado pelo Boitatá, selo infanto-juvenil da editora Boitempo.

Créditos: Divulgação/Boitatá

O livro, na verdade, foi publicado pela primeira vez em 1999, por bell hooks. O Word até tentou colocar o nome da autora em letras maiúsculas, mas ela prefere assim, tudo minúsculo, do jeitinho que tá aqui. É um apelido (ela se chama Gloria Jean Watkins!) que escolheu para homenagear os sobrenomes da mãe e da avó e, ao mesmo tempo, sem letras maiúsculas, mostrar que existem coisas mais importantes que títulos e nomes. É uma transgressão gramatical pra indicar que o conteúdo é o essencial.

 

Escritora, professora e intelectual afro-americana, bell hooks escreveu o primeiro livro  depois de testemunhar um ato de racismo dentro de uma escola primária do Brooklying, nos EUA, quando uma professora leu para as crianças uma história sobre cabelos “ruins”. A resposta de hooks foi o livro “Happy to be nappy” (“feliz por ter cabelo ruim”), para contar que cabelos crespos também são cheiros e macios. (fonte: NEXO-CATRACA LIVRE)

O livro é para ser lido em voz alta para crianças a  partir de três anos, e é apresentado em forma de um poema rimado, celebrando de forma positiva e elogiosa a cabeleira crespa e cacheada, convidando crianças negras (ou não) a entender e buscar sua verdadeira identidade.

“Meu Crespo é de Rainha” traz ilustrações de Chris Raschka e tradução de Nina Rizzi. Para essa versão brasileira, a editora contou com a ajuda de  Ana Paula Xongani (ela tem um YouTube sobre comportamento, racismo e estéticas negras), que fez uma ilustração linda pra capa do livro, olha aqui do lado! ❤

Só conheci agora o trabalho da Xongani. O NEXO fez uma entrevista com ela, destaco duas falas:

“É como se o cabelo fosse o florescer dessas discussões. Como se fosse a autoafirmação disso. Quando uma mulher começa a deixar seus cabelos crespos, a assumir a transição capilar, é um processo de dentro para fora, um processo interno que se revela no exterior da cabeça”. – Olha a transição aquiiii! Eu fico muito feliz com a quantidade de pessoas (gente, homem também!) que entram em transição. Mas espero que cada vez mais gente não alise o cabelo por pressão para entrar em um padrão! Espero que esse tipo de livro ajude ❤ 

“A gente sabe que as crianças negras não se veem representadas na mídia, nos livros, nos livros didáticos. Elas não estão ocupando esse lugar do belo, do carinhoso, do bonito. É esse o processo de invisibilidade. Ser uma criança negra no Brasil significa crescer sem se ver”. – Eu sempre penso como as pessoas desconfiam da nossa capacidade (dos negros) de sermos fofos, carinhoso, cuidadosos, delicados e educados!  Parece que são características só de pessoas brancas e isso tem que ser desmitificado.

images (1)Então gente, esse livro tem tudo a ver com os temas que falamos por aqui, porque assim como diz Xongani, quanto mais cedo nossas crianças tiverem esse tipo de ferramenta, mais cedo vão entender que ser quem a gente é, é simplesmente incrível, e o quanto antes irão perceber o racismo e lutar contra isso!

Deixo aqui o link da matéria completa do NEXO e do Catraquinha. E um obrigado especial pra Paula Sarapu e Ana Laura que me indicaram a leitura. ❤

Ah, Ana Xongani tem uma loja com coisas lindas: http://xongani.com!

Beijos, Bruna Dias 

A Transição da Eliane!

A Transição da Eliane!

o que achei (2).png
Pra quem você quer ser referência? Começo com essa pergunta porque hoje voltamos com a categoria “Conversando Sobre” com uma história muito especial. Vamos falar sobre a transição da Eliane Silva. Eu e Eliane nos acompanhamos no Instagram e eu fico feliz de saber que uma ajuda a outra a superar os momentos difíceis dessa fase e a comemorar cada etapa que a gente ultrapassa.
Eliane alisou o cabelo por vinte anos. Achava seus fios naturais feios e sem forma. Até que ano passado, sua filha cacheada de 5 anos perguntou se era bom ter cabelo liso. “Eu já não estava satisfeita com o alisamento, meu cabelo parecia uma palha… a pergunta da minha filha me chocou”, conta.

elaine silva

Foi nesse momento que Eliane percebeu que ela era a referência pra sua filha.
Com um ano de transição, as duas se orgulham dos cachinhos: “Ela ama os cachos e se orgulha daquilo que Deus nos deu. Não é fácil ser cacheada, dá bastante trabalho, mas a satisfação é grande”.
“Hoje somos mãe e filha cacheadas, nos amamos como somos e isso é maior que qualquer padrão ou ditadura de beleza”.
Que história linda, né?! Força pra esses cachinhos dourados!
Vamos trazer mais histórias curtas que ilustram como as pessoas passam pelas fases da transição e como é importante a gente se ajudar e se sentir representada. Quem quiser mandar sua história sinta-se a vontade, estamos juntas!
Beijos, Bruna Dias 
Minuto em Dia: Co-Wash

Minuto em Dia: Co-Wash

BOXBRAIDS (2).png

No último post falei sobre como funciona o Co-washtécnica em que não se usa shampoo para lavar o cabelo, apenas condicionador. Hoje vou contar qual produto escolhi para começar o co-wash. Existem muitos no mercado, apesar de não ser super fácil ainda encontrar nas farmácias. Fui em umas três até achar  o que eu queria, que é Co Wash Cachos Perfeitos da Bio Extratus. A linha desse condicionador conta ainda com outros produtos desenvolvidos pra quem segue as técnicas de Low Poo e No Poo.

Mas, o que tem de tão bom nesse condicionador? Várias coisas boas: baobá, karité, coco e microqueratina vegetal.  Não tem parabenos!

o que achei

cowash

O Produto: 

O condicionar é transparente e isso foi uma surpresinha de cara hahaha. A textura é consistente, mas ele não pesa nos fios. Faz pouca espuma, não precisa colocar muito produto no cabelo, ele é assim mesmo.

Eficácia: 

Limpa bastante! Meu cabelo fica um tico ressecado no final, mas a sensação é de que limpou mais que um shampoo normal. O que me surpreende é que logo que eu saio do banho e balanço a cabeça, meus cachos ficam super definidos. Normalmente o shampoo normal resseca tanto que isso só acontece após passar condicionador, pra dar aquele efeito desmaia cabelo. No caso do co-wash, eu só preciso finalizar o cabelo depois de lavar.

Duração da limpeza: 

Mesmo usando alguns cremes para finalizar, não estou sentindo aquela necessidade de lavar o cabelo. Você sabe do que estou falando, né?! Quando o cacho nem quer mais formar por causa da sujeira. Também estou sentindo o cabelo menos ressecado durante o dia e até menos oleoso na raiz. Ou seja, algumas partes do cabelo já conservam os cachos por mais tempo durante o dia. Ainda tenho problemas na frente, que ressaca facilmente e perde a textura dos cachos 😦

Por fim, eu indico o condicionador e a técnica. Vou continuar fazendo o mês todo para ter certeza dos efeitos, mas já estou curtindo! Aliado a isso, continuo com as hidratações, nutrições e restaurações. Vamos crescer saudável, cabelinho!

Dúvidas ou sugestões, me manda uma mensagem!  Ou deixa um recado aqui!

Um beijo, Bruna Dias 

Você sabe o que é Co-Wash?

Você sabe o que é Co-Wash?

BOXBRAIDS.png

Voltei, agora pra ficar! Fiquei um tempo afastada do blog, de mal com meu cabelo. Mas, ainda bem que tudo passa, não é mesmo?! Cá estou eu. O motivo da DR foi a secura. Meu cabelo resolveu tornar nossa relação áspera. Sem conversa, eu podia passar o que fosse, hidratação daqui, nutrição de lá. Algumas pessoas me disseram que a gente precisava de uma reestruturação capilar. Fizemos o teste de porosidade: cara, só podia ser isso! Olha, tentamos, mas ainda assim não deu muito certo.  Eu queria me separar. Eu queria cachos definidos.

Eis que lendo e relendo vimos uma técnica que poderia ser a solução dos problemas: o Co-Wash existe e taí pra ser feito. Vou testar por um mês e mostrar os resultados. Mas afinal, como isso funciona?

Resumindo, o Co-Wash é uma técnica em que não se usa shampoo para lavar o cabelo. Pode parecer bem estranho, porque a sempre cresce aprendendo que o shampoo é o que limpa os fios. Na verdade, no Co-Wash quem vai limpar o cabelo será o condicionador. Isso porque os shampoos tradicionais que a gente usa têm algumas substâncias que ressecam muito o cabelo, como o sulfato.

É só imaginar que o shampoo limpa tanto, tanto, que tira a oleosidade natural do cabelo!

Resultado de imagem para omg gif

Minha luta: Sou neurótica com lavagem, sempre que posso lavo. Daí vira uma guerra. cabelo resseca com o shampoo, produz mais oleosidade e em menos tempo eu já tenho vontade de lavar de novo!

Mas e esse condicionador aí? Vai lavar?

Sim. O condicionar vai fazer uma limpeza não tão agressiva, então não vai retirar a oleosidade natural do cabelo. O resultado é que os fios não ficam ressecados e os cachos ficam mais definidos, com menos frizz.

Pode dar ruim? Sim!

Não vai ser qualquer condicionador que vai limpar o cabelo. A gente sabe como fica quando passa só condicionador, acaba acumulando oleosidade. O condicionador não pode ter petrolatos (parafina ou óleo mineral), nem silicone.  Os produtos liberados normalmente tem indicação na embalagem, mas vale ler o rótulo também, até pra saber se eles possuem agente limpante.

Eu ainda não testei, então pedi ajuda pras experts no assunto. De acordo com o blog Mulheres Divando, por exemplo, essa técnica não é tão indicada pro pessoal que tem a raiz oleosa, ou alguma doença tipo seborreia, porque o condicionar na raiz pode piorar a oleosidade. O indicado é usar um shampoo (de preferência livre das substâncias “ruins”). Eu gosto muito do shampoo low poo Cachos Sim, da Haskell. A Arylle Barros do @cacheiamiss e a Mafê Souza @souzamafe não se deram bem com a técnica porque sentem a oleosidade pesar 😦

Como lavar:  Na hora de lavar, vai só o condicionador mesmo: molha o cabelo por um tempo, deixa bem molhado, depois passa condicionador para co-wash e não precisa esfregar. Enxágue. Se precisar, pode utilizar outro condicionador diferente para fechar as cutículas, se você sentir que ficou seco. Se achar que ficou oleoso, talvez seja legal usar um shampoo liberado na raiz e ir se adaptando. Eventualmente a oleosidade vai pesar e talvez tenha necessidade de usar um shampoo normal. O importante é ir diminuindo a quantidade de substâncias que ressecam o cabelo.

Vou testar o condicionador Co-Wash da Bio Extratus e digo como senti a primeira lavagem. É isso, vamos ver se recupero essa relação!

Um beijo, Bruna  

Como usar Box Braids

Como usar Box Braids

A primeira pergunta que eu faço a mim mesma é: por que coloquei Box Braids? Explico que fui influenciada por várias outras pessoas próximas, e não tão próximas, que já colocaram. A verdade é que eu não curtia muito as tranças antes da transição capilar. Coloquei, amei, odiei, em alguns dias apenas suportei, tirei e continuo querendo colocar de novo. Eu quis usar pela experiência, de me olhar no espelho com um novo penteado e sentir a força que ele poderia me despertar. Algumas palavras-chave que separei para contar como foi tudo isso:

O processo: Algumas pessoas sentem dor de cabeça, eu não senti. Tomei um remédio antes de ir. Saí do salão com a cabeça pesada, mas nada insuportável.

Duração: Demora, viu?! Fiquei umas 6hrs colocando as tranças.

Praticidade: Com as tranças você apenas acorda-levanta, sem precisar fazer NADA no cabelo.

Comprimento: Foi bom relembrar cabelo grande. Cada trança é feita num quadradinho, individualmente, bem perto da raiz, adicionando o cabelo sintético para dar o comprimento. O material utilizado no meu foi o Jumbo, dizem que é mais leve que o Kanekalon. Para chegar na cor do meu cabelo, foram misturados dois tons: preto e castanho escuro (eu amei isso, as meninas do salão são realmente profissas!).

 

Poder: Sim, estranho, mas aquelas tranças trazem um poder, uma representatividade diferente até do black power.

WhatsApp Image 2018-02-04 at 12.49.32Caos: Eu me senti num completo caos quando meu cabelo começou a se soltar das trancinhas. O frizz me incomodava mais do que tudo. Cortei algumas pontas do meu próprio cabelo, até ver que não ia adiantar. Dai a Jéssica Lindoso (@jess_lindoso) me deu uma dica muito boa: usar ligas (aqueles elástico pequenos finos) para amarrar o cabelo na trança. Genial! Fiquei alguns dias super ok.

Calor / couro cabeludo oleoso / adaptação ao material: Terrível, queria lavar toda hora e lavei umas três vezes em menos de duas semanas. Isso foi ruim, porque quanto mais lava, mais o cabelo solta. Minha cabeça coçava sem parar! A Ana Rosa (@eu_anarosa) me indicou usar o Tônico de Alho, pra segurar as lavagens por mais tempo. Também deu certo. Ahh, eu só lavava com shampoo, nada de condicionador, nada de cronograma. Tirar o shampoo já era difícil, imagina tacar cremes no cabelo? Acumula resíduos e pode até fazer o cabelo mofar. Senti falta de testar cremes hehehe .

Verão: Achei possível ir para piscina, praia, sol, sal… enfim, seria possível se eu não fosse tão impulsiva com meu cabelo. Vi várias meninas de trança, de boa, molhando cabelo só às vezes. Quanto mais lava, mais o cabelo escorrega e se solta. E eu querendo molhar todo dia, só falava e pensava nisso… Deu ruim pra mim, não aguentei e tirei sozinha na viagem mesmo.

O prazo para ajuste das tranças é de 45 dias. Eu tirei com menos de um mês…Mas estou super feliz! Agora recomecei o cronograma porque meus cachos sofreram com calor e praia. Bem-vindo de volta meu Black!

Depois conto mais sobre pós-box braids aqui.

Ah, coloquei as tranças no Gente Bonita Cabeleireiro (https://www.facebook.com/GenteBonitaCabeleireiroAfro/), elas são maravilhosas!

Beijos, Bruna Dias