Como usar Box Braids

Como usar Box Braids

A primeira pergunta que eu faço a mim mesma é: por que coloquei Box Braids? Explico que fui influenciada por várias outras pessoas próximas, e não tão próximas, que já colocaram. A verdade é que eu não curtia muito as tranças antes da transição capilar. Coloquei, amei, odiei, em alguns dias apenas suportei, tirei e continuo querendo colocar de novo. Eu quis usar pela experiência, de me olhar no espelho com um novo penteado e sentir a força que ele poderia me despertar. Algumas palavras-chave que separei para contar como foi tudo isso:

O processo: Algumas pessoas sentem dor de cabeça, eu não senti. Tomei um remédio antes de ir. Saí do salão com a cabeça pesada, mas nada insuportável.

Duração: Demora, viu?! Fiquei umas 6hrs colocando as tranças.

Praticidade: Com as tranças você apenas acorda-levanta, sem precisar fazer NADA no cabelo.

Comprimento: Foi bom relembrar cabelo grande. Cada trança é feita num quadradinho, individualmente, bem perto da raiz, adicionando o cabelo sintético para dar o comprimento. O material utilizado no meu foi o Jumbo, dizem que é mais leve que o Kanekalon. Para chegar na cor do meu cabelo, foram misturados dois tons: preto e castanho escuro (eu amei isso, as meninas do salão são realmente profissas!).

 

Poder: Sim, estranho, mas aquelas tranças trazem um poder, uma representatividade diferente até do black power.

WhatsApp Image 2018-02-04 at 12.49.32Caos: Eu me senti num completo caos quando meu cabelo começou a se soltar das trancinhas. O frizz me incomodava mais do que tudo. Cortei algumas pontas do meu próprio cabelo, até ver que não ia adiantar. Dai a Jéssica Lindoso (@jess_lindoso) me deu uma dica muito boa: usar ligas (aqueles elástico pequenos finos) para amarrar o cabelo na trança. Genial! Fiquei alguns dias super ok.

Calor / couro cabeludo oleoso / adaptação ao material: Terrível, queria lavar toda hora e lavei umas três vezes em menos de duas semanas. Isso foi ruim, porque quanto mais lava, mais o cabelo solta. Minha cabeça coçava sem parar! A Ana Rosa (@eu_anarosa) me indicou usar o Tônico de Alho, pra segurar as lavagens por mais tempo. Também deu certo. Ahh, eu só lavava com shampoo, nada de condicionador, nada de cronograma. Tirar o shampoo já era difícil, imagina tacar cremes no cabelo? Acumula resíduos e pode até fazer o cabelo mofar. Senti falta de testar cremes hehehe .

Verão: Achei possível ir para piscina, praia, sol, sal… enfim, seria possível se eu não fosse tão impulsiva com meu cabelo. Vi várias meninas de trança, de boa, molhando cabelo só às vezes. Quanto mais lava, mais o cabelo escorrega e se solta. E eu querendo molhar todo dia, só falava e pensava nisso… Deu ruim pra mim, não aguentei e tirei sozinha na viagem mesmo.

O prazo para ajuste das tranças é de 45 dias. Eu tirei com menos de um mês…Mas estou super feliz! Agora recomecei o cronograma porque meus cachos sofreram com calor e praia. Bem-vindo de volta meu Black!

Depois conto mais sobre pós-box braids aqui.

Ah, coloquei as tranças no Gente Bonita Cabeleireiro (https://www.facebook.com/GenteBonitaCabeleireiroAfro/), elas são maravilhosas!

Beijos, Bruna Dias

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Relaxamento capilar

Relaxamento capilar

Stockholm (1)

Por muitos anos eu relaxei meu cabelo. Aliás, relaxei mais do que fiz escovas para alisar. O objetivo sempre foi tirar o volume, o que mais me incomodava no meu cabelo cacheado. Não se falava em transição capilar, muito menos em aceitar as madeixas como elas são. A verdade é que eu e muitas meninas que eu conhecia queríamos o cabelo super controlado, o que as pessoas chamavam de “arrumado”.

cabelorelaxado
Ficava mais ou menos assim

O relaxamento capilar é um tipo de alisamento químico voltado para os cabelos crespos e cacheados. Normalmente ele é feito com Tioglicolato de amônia ou Guanidina e Hidróxido de sódio. Eu usei muito Guanidina, que é forte e incompatível com diversas outras substâncias. Lembro que meu couro cabelo às vezes ficava machucado e descascava. Ardia um pouco durante a aplicação e o cheiro não era nada bom.

Esse tipo de química pode até acabar alisando os cachos. No meu caso, ele tirava o volume e “acalmava” a raiz, o que me trazia muita paz ao coração hahaha Prometia abrir os cachos e defini-los e isso realmente acontecia. Mas, que fiquei refém do relaxamento, pois como durava muito pouco (em torno de 20 dias, porque meu cabelo cresce rápido) em poucas semanas eu já estava grilada com o volume mínimo que surgia na raiz.  Quando comecei a usar escovas para alisar, ainda conciliava com o relaxamento, para o efeito liso durar mais.

Não condeno quem gosta de fazer relaxamento. Ele de fato ajuda a baixar o volume e tem gente que não curte volume mesmo. Só é preciso ter atenção para não misturar químicas, já que esses produtos são facilmente encontrados em farmácias e a aplicação pode ser feita em casa. Alguns podem ser muito fortes e incompatíveis com tinturas, por exemplo. Daí, ao invés de um cabelo solto e brilhoso, podem aparecer problemas como queda, corte químico, cabelo muito ressecado. O primeiro passo é sempre fazer um teste de mecha antes de aplicar. Depois do relaxamento, aconselho seguir o cronograma capilar, porque sentia o cabelo bem seco.

E aí, você já relaxou ou relaxa o cabelo?

Confira essa tabela de compatibilidade química, do site Presença Cacheada:

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Fontes:

http://www.minhavida.com.br/beleza/tudo-sobre/18395-relaxamento-capilar

http://www.presencacacheada.com.br/cacheados-e-crespos/mudanca-de-quimica-capilar-sim-e-possivel/

Vestidinhos do Aliexpress

Vestidinhos do Aliexpress

Stockholm (2)Feriadão, vim finalmente escrever sobre um assunto que muito nos interessa: os vestidinhos do Aliexpress.  O site, do Alibaba – uma das maiores empresas de comércio eletrônico do mundo – é um verdadeiro shopping virtual. De acordo com um levantamento do Ibope e-commerce, o Aliexpress é líder em vendas no Brasil, contabilizando 11 milhões de pedidos entre julho e setembro de 2017.

Para o público feminino, o que chama muita atenção é a variedade imensa de vestidos de diversos tamanhos e preços. É bem verdade que o valor atrai os consumidores: dependendo do valor do dólar, um vestido no Ali pode sair por menos de R$ 50,00. Há quem compre até vestido de noiva! A #dica é dar uma olhada nas avaliações e saber direitinho suas medidas. Cada vendedor (ou loja) terá medidas diferentes para os tamanhos, mas normalmente são:

M (Chinês) = PP (Brasileiro)
L (Chinês) = P (Brasileiro)
XL (Chinês) = M (Brasileiro)
XXL (Chinês) = G (Brasileiro)
XXXL (Chinês) = GG (Brasileiro)

Mesmo assim, vale se medir e conferir as tabelas de tamanho que eles indicam, com busto, cintura, cumprimento etc. Pode ser que de primeira você erre, mas nem todas as roupas são muito pequenas como dizem por aí. Vou mostrar alguns do meu guarda-roupa (eu visto M ou G) e da minha mãe (veste P ou M). Acho eles super fofos, a maioria veste muito bem e os tecidos são bons. O ruim é a demora na entrega, às vezes demora meses. Mas quando chega, é só alegria!  Depois me contem o que acharam!!!

Beijo, Bruna

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Link: http://bit.ly/2gXQYCF

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Linkhttp://bit.ly/2iXsr4Z

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Dias de cacho noiva?!

Dias de cacho noiva?!

No último domingo (29/10), eu e mais três amigas nos aventuramos num ensaio temático de casamento. Isso mesmo, viramos noivas por um dia rs Olha, nunca me imaginei muito toda de branco, segurando um buquê… só em casamentos mesmo, no auge da emoção.

Mas, o melhor é que essa brincadeira veio logo quando completo 4 meses de big chop, ou seja, fiz o ensaio toda de blackzinho cacheado.

O resultado? Você vê aqui!  As fotos são da Ana Rosa (@arosa_fotografia) e a make diva é da Renata Ferreira (@muarenata).

 

Homens negros

Homens negros

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Neste sábado lindinho, vim falar sobre um tema que vi em uma postagem, não me lembro exatamente aonde. Começo com uma pergunta: você acha homens negros bonitos? O porquê desta pergunta é muito simples. Eu me questionei isso e demorei a responder. Simples o porquê: em novelas, filmes, livros,  os homens desejados eram sempre brancos. Podem ter me faltado referências, não nego, mas aposto que as histórias que li foram as mesmas de muitas outras mulheres e homens.

Já li muitos posts sobre a desvalorização da mulher negra (os homens acharem que não somos para casar, a hipersexualização, etc – vale a pena ler sobre), mas também acho essa discussão aqui interessante. Eu, negra, deveria me apaixonar por homens brancos? Idealizar um casamento e família com eles? Ou pior, esses homens sempre estiveram acompanhados de mulheres brancas… Deveria eu me apaixonar por um homem negro, por ser negro? Só porque em novelas, filme e livros mulheres negras só formam famílias com homens negros? (eu nunca entendi isso).

Uma coisa é certa. Não deveria me apaixonar por ninguém por causa da cor da sua pele.  Ok, cada um tem suas preferências, mas ai deixar de estar com alguém por conta da sua cor? Isso tem nome…

Esse tema tem a ver com a minha transição capilar. Comecei a valorizar muitas coisas e questionar outras. A primeira foi o que é beleza. Vou ser bem sincera, não sei o quanto eu achava um homem negro bonito. Talvez nunca tivesse parado para pensar nisso. E com certeza, por muitas vezes, fiquei encantada por homens brancos: padrões. Sem questionar isso também, se havia ou não uma “preferência”, se essa “preferência” era mesmo minha! Nada contra eles, mas já passou da hora de pararmos de ser ensinados/doutrinados sobre o que devemos gostar ou não, sobre o que é bonito ou não. Ah… por último, para enfatizar, não menos importante: relacionamento não tem cor.

Por: Bruna Dias

Conversando sobre: Transição da Tham!

Conversando sobre: Transição da Tham!

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Nem dá pra perceber a transição, né?!

Olha quem está aqui! A Thamara Batista, Tham para os íntimos, blogueira do @achadosdatham, é a entrevistada do “Conversando sobre” no Dias de Cacho. Adianto que a vida fez a gente se encontrar e eu já amo a irreverência dessa menina! So…Let’s go!

 

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Aqui dá pra ver as duas texturas

O primeiro fato que deve ser dito é que a Tham passa por uma transição sem bc. Sim! Um ano e nove meses deixando o cabelo crescer sem corte total da parte alisada. – Para os fortes!

 

O que ela mesma chama de “briga” com o cabelo começou no início de 2016. “Estava insatisfeita, ele não estava alisando direito, queria que o efeito fosse mais natural”, me contou. E olha que orgulho, para ela, a transição é a única coisa que sente que está fazendo por completo. “Estou tendo força até o final para completar”.

 

Tham me explicou também que alisou o cabelo quando tinha 13 anos. Foram 7 anos com química. Quando cacheado, vivia preso (quem nunca?), acabou mofando. A saída era alisar ou cortar super curto. Hoje, ela aprende os cuidados com cabelo, às vezes usa bigudinho para texturizar, mas acaba não fazendo muitas intervenções para disfarçar as texturas.

 

 A transição é um período um pouco confuso, concorda comigo? A gente se transforma, mas às vezes pensa que seria mais fácil se não tivesse feito esse movimento. Se a Tham já pensou em desistir? “Já pensei que seria mais fácil se estivesse com o cabelo alisado. Mas parei de pensar assim, não tenho mais esse pensamento, sinto que vai dar certo”. E têm pessoas por perto para incentivar, como o namorado.   

 

“Quem não incentiva é quem fala que não combina comigo, eu nasci assim, não tem essa de combina ou não”.

 

Agora, pergunto o porquê de não fazer bc, ela responde: “Não quis fazer bc porque não me vejo com cabelo curto, não gosto em mim”. E verdade seja dia, o bc não é obrigatório!!!

 

Sobre o instagram famoso, Tham diz que as meninas adoram esse universo e que a força que recebe é sempre muito bem-vinda. ❤

Então, o Dias de Cacho deseja: Força, Tham!

 

*Thamara é professora de inglês e espanhol e cursa Letras na UFRJ

 

Por: Bruna Dias

O que os olhos não veem …

O que os olhos não veem …

tumblr_mu1t5h5t5k1r87cnmo1_500.pngEstou escrevendo pra você. Mesmo sem você saber, eu sei que irá reconhecer. Esse texto é todo seu. Vim dizer que passei na porta de um curso de línguas estrangeiras daqui e vi apenas rostos brancos. Quando meu olhar se perdeu naqueles cabelos loiros, o único negro que meus olhos viram era o segurança.

Carreguei comigo muitas coisas suas, a principal talvez tenha sido essa: não podemos nos sentir menores. Somos muitos e estamos em todos os lugares. Merecemos estar, devemos tentar, temos que desbravar esses ambientes monocromáticos.

Às vezes achava suas falas estranhas, mas você estava certo.  Foi por isso (não só, mas faz parte), que mudei assim. Por isso que me arrependo de um episódio no colégio, em que meus colegas negros se juntaram para uma foto enquanto víamos uma exposição sobre racismo. Eles queriam mostrar que estavam ali. E eu não quis me juntar a eles. Por isso que hoje não tenho o menor medo de deixar o meu próprio black crescer.

Ah… eu sei, existem vários e vários porquês, mas um deles foi a força que você me deu.

Um beijo, Bruna Dias

*Não consegui achar os créditos da imagem.