Conversando sobre: a transição de Bruna

Conversando sobre: a transição de Bruna

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Conheci uma xará que também está em transição, lá em São Paulo. A Bruna Luiza ainda é tímida nas redes, mas escreve muito bem e não deixa de falar da sua relação com o cabelo no Bru_Cacheia. As texturizações (perguntem o segredo à ela) ficam perfeitas! Eu já a vejo completamente cacheada.

A transição da Bru é diferente das outras que conheci. Por conta de estresse emocional e ansiedade, o cabelo foi caindo, afinando e perdendo a textura. Bru começou a tomar vitaminas que estavam faltando no seu organismo (Vitamina D e Zinco), se cuidar, e então entrou no processo de transição para o cabelo cacheado. Desde 2017 o cabelo não cai mais. Assim, a chapinha virou sua aliada para sair de casa.

bru2.png“Estou com 9 meses de transição. Fazer chapinha é triste pra mim, porque eu sei que danifica meus cachinhos que estão florescendo. Mas, faço escova em casa com medo das escovas dos salões, de alisar devido a alguma coisa química que possa ter, e como não sei secar direito acabo finalizando bem mais com a chapinha. Isso quando não passo chapinha todos os dias. Essa foi a forma que encontrei para passar pela transição porque não consigo sair com ele “natural”, comenta.

Quando não faz escova em casa, Bruna opta pelas tranças box braids. E gente, ela fica linda de qualquer jeito! Já é a quarta vez que ela usa as tranças para ajudar a passar pelo processo e também para ver resultado no crescimento, enquanto toma coragem para fazer o sonhado big chop.

“Antes de colocar tinha medo preconceito que poderia correr, dos olhares rsrs, mas hoje me sinto linda e bela de cabelão trançado, fora que ajuda muito na transição né, já que posso ficar longe da chapinha por um tempo​. Por isso fiz as tranças, pois ajudam no crescimento e fora a praticidade, acordo já estou pronta!, diz.

Bru, a hora do big chop vai chegar e você mais do que ninguém vai perceber. Não precisa ter pressa. Vamos com tudo! Qualquer coisa, estamos aqui ❤

Bruna Dias
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“Pude ver que o que me deixa bonita não é só o cabelo”. Saiba mais sobre a transição da Deyse!

“Pude ver que o que me deixa bonita não é só o cabelo”. Saiba mais sobre a transição da Deyse!

deyse

Hoje vamos falar da transição da Deyse dos Santos. São cachos tão lindos que vocês PRECISAM ver: @deyse_dossantos.

Deyse passou 4 meses na transição. Decidiu entrar na transição porque não aguentava mais ser “escreva” da chapinha e dos relaxamentos. O cabelo estava pedindo socorroooo. E a autoestima de Deyse também. Com a palavra:

Pensei várias vezes em desistir, ouvi críticas e até conselhos para alisar de novo. Essa é a minha segunda transição capilar, a primeira eu acabei ouvindo os “conselhos” mas, enfim, tive o apoio do meu namorado, da minha melhor amiga que também fez bc, conta.

deyse1O Big Chop

“No início muitos não entenderam porque meu cabelo estava daquela forma. Quando eu cortei, me chamaram de doida, disseram que preferiam meu cabelo alisado, mal sabiam que aquela tal forma não me deixava bem.

Logo quando cortei, me senti bem. Mais bonita, com um cabelo prático, eu pude ver que o que me deixa bonita não é só o cabelo, mas o sorriso no rosto e a certeza de que eu não poderia mais me preocupar com a chuva, com um fio fora do lugar.

Hoje eu me dedico total aos meus fios e cuido com amor, não me arrependo de ter cortado, me arrependo de ter desistido na primeira vez”.

Inspirações

“Minha maior inspiração foram muitas mulheres que passaram pela mesma situação. Pensei que iria ficar desesperada pro cabelo crescer, mas pelo contrário, eu curti cada mês, cada centímetro, pois cabelo cresce rápido e não queria apressar ele.

As redes sociais formam uma peça chave. Vou lhe dar um dica infalível: TENHA PACIÊNCIA! Siga pessoas que estão no mesmo objetivo que você, se apegue aos que te apoiam”.

 

Essas foram as palavras da Deyse! Lindas né ?! Me manda sua história também! É só mandar um oi clicando aqui! ❤

Beijos, Bruna  Dias 

Paciência e foco na transição capilar

Paciência e foco na transição capilar

 Esses dias perguntei pra Andrizzy porque ela entrou em transição capilar. Estava escrevendo mais uma história pra nosso cantinho “Conversando Sobre”. Ela no Estado da Paraíba (JP), mas temos uma coisa em comum: a transição capilar. Está há 3 meses voltando aso cachos – no comecinho ainda! O bom é que tudo que ela me contar vai ficar registrado aqui e quando seu cabelo estiver enooorme ela vai poder ler tudinho e lembrar como valeu a pena.

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Andrizzy entrou em transição porque estava pranchando o cabelo demais, toda semana. Certo dia, viu um fio todo danificado – imagina o desespero – e aquilo a chocou.

“Fez com que eu me arrependesse de todos os anos de química. Foram 7 anos alisando, porque desde novinha eu faço definitiva no meu cabelo. Eu quis voltar como era antes, também eu entrei na Igreja e tudo isso fez com que eu reconhecesse como Deus me ama do jeito que Ele me fez”.

A internet

“As blogueiras me motivaram e eu estou vendo muitos vídeos sobre transição capilar. A Ana Lídia Lopes, do blog Apenas Ana, é minha maior inspiração e os nossos cachos, creio eu, são parecidos”.

A ansiedade

“Eu sou muito ansiosa para que o cabelo cresça, mas eu rezo muito para eu ter paciência. Meu cabelo ainda está médio/grande, porque eu estou no começo da transição. Cortei pouco, mas não afetou em nada”.

 

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Ela conta que a mãe foi a que mais gostou da sua decisão, mas que uma tia que era cabeleireira (e que fazia o seu cabelo), ainda julga até hoje.

Pra fechar, o recado de Andrizzy, pra quem assim como ela, está iniciando a transição:

É bom que você tenha foco, porque é importante saber aonde quer chegar. Ter uma motivação, uma inspiração. São essas coisas que nos ajudam a passar por essa fase um pouco melhor. Também é importante não ouvir os maus julgamentos!”

Foi um prazer conversar com você, Dizzy! Quem quiser acompanhar a transição dela é só ficar de olho no Instagram: dizzy em transição!  E aí, curtiram o bate papo? Me manda sua história também! É só mandar um oi clicando aqui! ❤

Beijos, Bruna D.

Transição Capilar passa!

Transição Capilar passa!

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Neste domingo lindo de sol, vamos fazer uma conexão Rio-São Paulo! A conversa de hoje é sobre a transição da paulista Gabriela Macedo, do Gabi em Transição. Antes de tudo, indico muito seguir a Gabi no Instagram e no Youtube (só clicar nos links!), ela é SUPER simpática e contou tudinho sobre a sua transformação pra mim.

Adianto também o principal recado dela pra quem está em transição:

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gabriela hojeAgora vamos conhecer a história da Gabi?? Ela começou sua transição em fevereiro de 2016. Sua última química foi em novembro de 2015. Decidiu parar de alisar por cansar do cabelo que tinha, ralo nas pontas, com cor indefinida e sem vida. E também por um fato que a deixou muito curiosa:

“Uma menina do colégio disse que iria parar de alisar o cabelo e deixar crescer natural. Até aí, não sabia o que era transição capilar e fiquei imaginando ‘Essa menina está louca? Deixar o cabelo crescer sem alisar?’ Mal sabia eu que um tempo depois ia entrar em transição capilar também”😂😂

Gabriela diz que nunca pensou em desistir, mas que não descartava a ideia de que se tudo desse errado, e se tivesse vontade, voltaria a alisar os cabelos um dia. Também não teve  incentivo da família ou de pessoas próximas, na verdade, eles criticavam e achavam feio, diziam até que os cachos não iriam voltar! – Que absurdo, né?!!! Determinada como é, ela foi até o final, e está firme e forte até hoje. O Instagram é um porto seguro que a ajuda muito. “São os seguidores daqui que me incentivam a continuar a ajudar e fazer as publicações. Recebo muitas mensagens lindas e que me deixam muito feliz!”, conta.

o que achei (5)Inspiração é a palavra. A blogueira Nina Gabriella foi a principal inspiração de Gabi. “Amo ela de paixão! Enquanto eu estava em transição sempre assistia os vídeos dela e amava muito. Aliás, assistir diversos vídeos no YouTube sobre o assunto me deixava cada vez mais inspirada a continuar em transição”.

Dá pra ver nas fotos que a Gabi deixou o cabelo crescer bastante antes do BC (1 ano e 5 meses). Sobre a experiência do grande corte, ela confessa que quando cortou o cabelo amou muito.

De verdade, achei incrível, mas depois de uns 2 meses eu fiquei em uma bad de 1 semana lamentando e achando que meu cabelo estava feio hahahha, era besteira! Depois dessa semana minha autoestima voltou e eu tornei a amar meu cabelo e nunca mais tive essas crises! Mas nunca me senti menos mulher ou menos poderosa por ter um cabelo mais curto.

gabiemtransicao.png 2Em relação ao tempo do cabelo crescer, ela simplesmente desencanou. Depois do famoso bigchop o cabelo vem crescendo tão rápido que ela está bem relax em relação a isso! “Dê tempo ao tempo e tudo vai dar certo, é bem legal curtir cada fase do seu cabelo e viver várias experiências com ele”. ❤  Gente, estou ainda mais apaixonada por essa menina! Ela passou também várias dicas poderosas para cuidar dos cachos. Dá uma olhada!

ASPASMeus principais cuidados atuais com o cabelo são: Fazer umas duas hidratações na semana pelo menos e ter um condicionador poderoso! Gosto também de em 15 ou 20 dias lavar meu cabelo com um shampoo anti resíduos pra deixar o couro bem limpinho, aí logo em seguida faço uma hidratação ou nutrição power e selo as cutículas com um condicionador.

Na semana eu gosto de usar um shampoo perolado que não agride tanto os fios e matem meu cabelo limpo, mas também hidratado! Ah e os cremes de pentear são essenciais pra uma boa finalização, não precisa ser caro pra ter um resultado ótimo! Eu sou a prova disso rs Adoro um creme barato e que funcione muito bem”.

Foi um prazer conversar com você, Gabi! E aí, curtiram o bate papo? Me manda sua história também! É só mandar um oi clicando aqui! ❤ 

Bruna Dias 

A Transição da Eliane!

A Transição da Eliane!

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Pra quem você quer ser referência? Começo com essa pergunta porque hoje voltamos com a categoria “Conversando Sobre” com uma história muito especial. Vamos falar sobre a transição da Eliane Silva. Eu e Eliane nos acompanhamos no Instagram e eu fico feliz de saber que uma ajuda a outra a superar os momentos difíceis dessa fase e a comemorar cada etapa que a gente ultrapassa.
Eliane alisou o cabelo por vinte anos. Achava seus fios naturais feios e sem forma. Até que ano passado, sua filha cacheada de 5 anos perguntou se era bom ter cabelo liso. “Eu já não estava satisfeita com o alisamento, meu cabelo parecia uma palha… a pergunta da minha filha me chocou”, conta.

elaine silva

Foi nesse momento que Eliane percebeu que ela era a referência pra sua filha.
Com um ano de transição, as duas se orgulham dos cachinhos: “Ela ama os cachos e se orgulha daquilo que Deus nos deu. Não é fácil ser cacheada, dá bastante trabalho, mas a satisfação é grande”.
“Hoje somos mãe e filha cacheadas, nos amamos como somos e isso é maior que qualquer padrão ou ditadura de beleza”.
Que história linda, né?! Força pra esses cachinhos dourados!
Vamos trazer mais histórias curtas que ilustram como as pessoas passam pelas fases da transição e como é importante a gente se ajudar e se sentir representada. Quem quiser mandar sua história sinta-se a vontade, estamos juntas!
Beijos, Bruna Dias 
Conversando sobre: a Transição da Jaque!

Conversando sobre: a Transição da Jaque!

Stockholm (3)“Para ser sincera, eu não me lembro exatamente de como era o meu cabelo”. Se a gente fizesse uma pesquisa, provavelmente metade das meninas que alisam os cabelos já deve ter dito essa frase. Desta vez, quem conversa com a gente sobre transição é a Jaquelinho Pinho, de 24 anos. Jaque é publicitária e estudou comigo na PUC.  Batemos um papo e eu descobri que meu site tem sido uma das suas fontes de inspiração ❤ Vem ler!

Diasdecacho: Porque você decidiu entrar na transição?

Jaqueline: Decidi fazer a transição, pois estava cansada de ter que alisar de 6 em 6 meses e já fazia progressiva há muitos anos (que eu me lembre 8 anos), por ser mais fácil de cuidar. Sempre achei cabelo cacheado muito bonito, mas nunca soube cuidar do meu, então achava que não era pra mim, sabe? Recebi muito incentivo da minha melhor amiga, que já tinha passado pelo processo. Comecei a deixar meu cabelo crescer sem química em dezembro de 2016.

D: Porque você alisava?

Jaque: Minha mãe tem cabelo liso e nunca soube me ajudar a cuidar do meu cabelo cacheado quando eu era menor. Por conta do meu cabelo, eu era alvo de chacota de algumas pessoas na escola e isso mexia muito comigo. O problema é que na época só tinha duas soluções: andar com o cabelo preso o tempo todo ou ficar com ele todo desarrumado. Nenhuma das duas me agradava, então conversei com a minha mãe e começamos a fazer relaxamentos no meu cabelo, o que durou três anos. Depois comecei a realmente alisar.

jaque2D: Qual a parte mais difícil da transição?

Jaque: A parte da aceitação é a mais difícil, por que ver o processo das outras pessoas é encorajador, mas é mais fácil só observar o outro. Eu fui encorajada por uma amiga que já tinha passado pela transição com seus cachos maravilhosos, mas não fui vendo todo o processo, pois ela mora longe.  Quando você passa pelos perrengues de não saber lidar com as duas texturas do seu cabelo, com a insegurança, com a vontade de desistir, com o comprimento de quando você corta pela primeira vez e seu cabelo está sem química… tudo isso é difícil, mas passa….ainda bem que passa! Por isso eu digo que lidar com a ansiedade, com o estresse que vem junto com o processo de se amar como você é, isso acaba sendo a parte mais difícil.

D: E a parte mais fácil?

Jaque: Eu diria que a parte mais legal de tudo é ter vários produtos novos que ainda não conheço para poder testar, que era uma coisa que eu não tinha opção há uns 10 anos atrás, com poucas opções de cremes e afins. E isso é algo muito bom, ver que as pessoas cada vez mais estão encontrando produtos pros próprios tipos de beleza e que ter o cabelo cacheado, liso, colorido, natural, é bonito, independente do que você escolher e não somente um padrão de beleza.

Jaque conta que já cortou uma parte do cabelo e diz que irá fazer o bc.

“Acho que vai dar uma sensação de real liberdade, de completar essa trajetória. Estou pensando se irei esperar o cabelo crescer mais um pouco ou se corto mais. Nisso eu ainda estou na dúvida, mas sei que independente de fazer agora ou mais tarde, meu cabelo ainda vai precisar de cuidados contínuos”.

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Diasdecacho: O que significa a transição?

Jaque: Me aceitar como eu sou e aprender a me amar assim mesmo. Independente do que os outros possam achar do meu cabelo ou da minha aparência, porque todo mundo tem beleza em si. E que as diferenças é que tornam as pessoas interessantes. A partir dessa experiência eu mudei quem eu sou e a maneira como eu me vejo e os outros me veem e também como eu vejo as outras pessoas. Me ajudou a aceitar os diferentes tipos de beleza e a ter coragem pra ter o meu cabelo do jeito que eu sempre quis.

A minha melhor amiga, Aline Lima, com certeza foi a minha maior inspiração nesse processo, ver o passo a passo da sua transição também foi uma grande inspiração pra mim e o seu blog também tem sido uma fonte de inspiração!

Ownn Obrigada pela conversa Jaque! Que você inspire muitas outras pessoas também :*

Beijos, Bruna Dias

Conversando sobre: Vanessa e sua transição  

Conversando sobre: Vanessa e sua transição  

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antes da transição

É hoje! Começo aqui a série de entrevistas com pessoas que estão passando pela transição ou que já passaram por ela. Acho muito importante ouvir quem está tendo ou teve experiências com esse processo. E quem estreia a nova categoria do blog é Vanessa Pereira, do @projeto_cabelonatural.

Comecei a seguir a Vanessa logo no início da minha transição, quando eu ainda usava meu próprio nome no ig do Instagram. Um dia decidi excluir minha conta e perdi o perfil dela, dias depois de saber que ela tinha feito o bc! Procurei até acha-la novamente. Acompanhar essa moça fez uma diferença enorme no dia a dia da minha transição pelo simples motivo de Vanessa ser super sincera em relação a produtos e ao que ela mesma estava sentindo. Foi e é uma das minhas maiores inspirações!

Atualmente
Vanessa atualmente

 

“Uma vez ouvi falar que ninguém nasce negro no Brasil, porque um negro sempre é chamado de “moreninho”. No inicio da transição eu era “moreninha” e agora me descobri como mulher negra”

 

 

Vanessa conta que entrou na transição capilar porque estava planejando sair do país desde julho de 2016. A partir daí surgiu a dúvida: como será que iria fazer para manter o cabelo liso lá?. “Fiquei com medo de misturar químicas e ter um corte químico então comecei a cogitar a possibilidade de deixar meu cabelo natural.  Minha última progressiva foi dia 29 de outubro de 2016 e em dezembro eu decidi finalmente entrar em transição”, conta.

Foto no dia do BC
Dia do bc

No dia 23 de março deste ano, Vanessa fez o bc. “Eu não aguentava mais as duas texturas. Estava me sentindo péssima e achei que não iria me sentir pior se cortasse. Apesar de sempre ter tido o cabelo longo e ter achado estranho ele curto, foi a melhor decisão que tomei. Me senti bem melhor depois do big chop”.

Diasdecacho: Por quanto tempo você alisou o cabelo e porquê?

Vanessa: Lembro que quando eu era criança, adorava soltar meu cabelão cacheado e ficar dançando loucamente. Mas quando entrei na escola, via que eu era diferente e estava sempre de tranças. Minha mãe também sempre reclamava do meu “cabelo ruim” e que dava muito trabalho para cuidar. Chorei tanto pra ela alisar meu cabelo que comecei a passar relaxamento quando tinha 8 anos. Então foram quase 20 anos entre relaxamento,alisamento,henê e progressivas.

D: Qual é a parte mais difícil da transição?

Vanessa com 6 anos
Fofíssima com 6 anos

V: É difícil escolher uma só! (risos). Acho que a pior parte foi a baixa autoestima. Eu me sentia a mulher mais horrorosa do mundo com o cabelo com duas texturas.

D: Está há quanto tempo sem química? O que faz para disfarçar as duas texturas?

V: Estou há 10 meses sem química e fiz o big chop com 5 meses. Enquanto estava com as duas texturas, eu tentei fazer algumas vezes texturização com papel higiênico, coquinhos e bigudinho. Nenhuma ficava boa (elas foram minhas maiores frustrações durante a transição) e eu não tinha muita paciência para fazer então geralmente eu só amassava bem o cabelo para ficar meio ondulado.

D: Pensou em desistir?

V: Sou muito cabeça dura! (risos) Isso não passou pela cabeça em nenhum momento. Quando eu decidi entrar em transição, já cortei metade do cabelo, já para não correr o risco da tentação de usar a progressiva novamente.  No começo eu só queria meus cachos por preocupação, mas em algum momento isso se transformou em algo muito maior.

A libertação das químicas e chapinha se transformou num grande sonho. Sem contar a auto aceitação e empoderamento. Isso tudo me fez continuar.

D: Como o Instagram te ajuda?

V: O Instragram me ajudou muito ao me mostrar que tinha muitas mulheres passando por esse processo também. Lá eu achei várias dicas e uma grande fonte de apoio e inspiração.

D: É mais difícil achar produtos fora do Brasil?

V: Aqui na Nova Zelândia é quase missão impossível. Eu não encontro cremes para pentear nem de marcas famosas como TRESemmé e Dove. Produtos específicos para o nosso tipo de cabelo é impossível. Como o país não fabrica esses produtos, eles importam apenas o que sabem que o povo vai usar.

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Vanessa Pereira tem 27 anos, e é de São Paulo-SP, mas atualmente mora em Wellington, capital da Nova Zelândia. Desenvolvedora de software, ama assistir séries e tem um blog literário chamado Nerds Leitores e um canal no Youtube .

por Bruna Dias