A escolha cacheada (perfeita)

A escolha cacheada (perfeita)

Não foi do nada. Acho que pode ter sido uma construção. Sim, eu fui bombardeada por meninas mostrando seus cabelos nas redes sociais, testando produtos super baratos que faziam efeitos incríveis, falando nomenclaturas que eu nunca tinha ouvido falar – em cabelos parecidos com o meu natural. Então eu pensei diversas vezes porque eu estava usando tanto tempo tentando ser algo que não era eu. Não é entrar em outro padrão, é refletir quem realmente somos. E dessa reflexão você pode simplesmente achar que o melhor é continuar alisando. Não é crime.

Eu decidi que não queria mais, cansei.

Pensar no secador e na chapinha começava a me dar preguiça. Em dezembro de 2016 fiz a última progressiva. Ainda não pensava em parar, eu amava aquele cabelo. Era sinônimo de beleza, feminidade, sensualidade…

Aos poucos fui amadurecendo a ideia. Já tinha tentado há um tempo e na primeira ondinha do primeiro mês, desisti.

Fui amadurecendo mais.

Comprei cremes.

Parei de fazer chapinha.

Entrei na transição.

Agora eu fazia parte de um time de meninas que resolveram se transformar nelas mesmas. E quanto mais eu procurava, mais gente eu achava. Mais nomes de produtos novos eu aprendia. 3abc, 4abc, caramba… quantas nomenclaturas!

E a transição se consolidou quando eu comecei a cortar as partes alisadas. Uma vontade de tirar aquilo tudo, mas calma! É meu cabelo! Vai devagar… Cortei três vezes progressivamente.

Senti aquilo mudando dentro de mim, desapegando. Estava me apaixonando pelas texturas novas. Havia dias em que eu passava horas tocando nos cachinhos.

Fiz texturização, fitagem, usei rolinho, Comprei e testei MIL cremes… gastei tanto naquele cabelo que não era mais (m)eu! O desgraçado não queria aceitar: cortei.

No dia 24 de junho foi o dia do BC. Tanta gente me apoiou. Eu chorei e não foi arrependimento. Foi por uma emoção que não conhecia. A transição capilar acabou, mas eu ainda estou em transformação. Por isso, convido as transitetes (e as cacheadas em geral) para me conhecer, descobrir, testar coisas novas e o mais importante: se conhecerem melhor comigo! Vem fazer parte dos meus Dias de Cacho!

Agradeço especialmente Janaina Lellis e Debora Lafosse, que me ajudaram a criar este blog. William Guedes e Luís Marques, incentivadores queridos. Hernane Souza, que me provou que gostar de alguém é muito mais do que gostar só da aparência de alguém.  E minha mãe Rose Dias, que me atura todos os dias. Amo vocês!

Bruna Dias 

*Crédito da imagem: Cacheadas em Transição

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